Curtir Twittar Publicado em | Capelania

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Além da morte ser vista como um tabu é certo afirmar que há um mistério por trás dela. Somos apegados à vida e resistimos todo e qualquer tipo de pensamento que julgamos “negativo”, que possa sugerir um mau agouro por acreditarmos que: falar atrai. O próprio desconhecimento dos ensinos bíblicos nos induz ao conformismo teológico simplista de que “Deus levou”, “Deus quis”, “Foi a vontade de Deus”, “Deus deu e Deus tomou”.

Nesta incapacidade de discutir a morte nos tornamos alheios a assuntos proeminentes às suas características, e até mesmo a tudo o que à morte está intrinsecamente ligado nos fazendo a cada momento desconhecidos dela, distantes, afastados.

Nós a tratamos com repúdio e temor, como se nela houvesse uma força dominante, nos esquecendo de que a vida, por passageira que possa ter sido para alguém, tomou tempo, espaço, fez-se presente, existiu deixando marcas e ficou registrada.

A vida é “zoe”. A vida é a existência de Deus. “Zoe, pois, significa vida eterna, ou a própria vida de Deus. Esta nova espécie de vida é a natureza divina”, afirmou Kenneth Hagin em seu livro Zoe: A Própria Vida de Deus.

Consolar aqueles que passam por perdas humanas e afetivas é uma tarefa nobre e acima de tudo indispensável e imposta por DEUS.

“Melhor é ir à casa onde há luto do que ir a casa onde há banquete; porque naquela se vê o fim de todos os homens, e os vivos o aplicam ao seu coração” (Ec 7:2).

O luto é um sentimento indescritível e atemporal caracterizado por uma síndrome que demonstra apatia, tristeza profunda, sensação de alienação e até recusa ao consolo. Mas, a Capelania Funerária deve estar presente e pode oferecer ombro amigo aos enlutados, acolhimento e, se houver oportunidade, proclamar o Reino dos Céus.

Neste repertório de perdas existem significativas situações que representam o luto sem sepultamento, onde o luto é sentido da mesma forma e talvez até contundente. A dor da separação e do divórcio é equivalente e emocionalmente mais duradoura. As crianças, normalmente, são as maiores prejudicadas nesse contexto e precisam de acompanhamento capelâmico sistêmico ou ajuda psicológica por várias razões, entre elas por se sentirem culpadas ou responsabilizadas pelo divórcio.

Assim, a Capelania Funerária é mais abrangente do que possamos imaginar e não está confinada ou limitada aos portões do cemitério, nem se instala aos cortejos fúnebres e tão pouco aos corredores hospitalares, ela prossegue com os enlutados.

“O Senhor vê com pesar a morte de seus fiéis” (Salmo 116:15).

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